O intuito deste blog é nos auxiliar a realizar algumas mudanças necessárias para que possamos encontrar dentro de nós a verdadeira felicidade. Estarei trazendo assuntos pertinentes à saúde física e mental, amor, relacionamentos, trabalho, enfim tudo o que diz respeito à vida, à NOSSA VIDA.
terça-feira, 29 de junho de 2010
SEM MEDO DO AMOR
Muitas pessoas gostariam que o amor fosse um processo sob controle, previsível e delimitável.
Geralmente pensam em ter o controle sobre tudo: as emoções, o outro, a relação. Mas o amor não é água de um córrego, é água de inundação. Quando vem, traz consigo muita coisa junta. Como uma enchente com caminhos próprios, derruba muros, causa insegurança, dá coragem para enfrentar obstáculos que parecem intransponíveis e também provoca medo. Medo de amar e não ser amado. Medo de o paraíso se transformar em inferno. Por si só, o medo não é bom nem mau. É simplesmente um sinal de alerta, de que algo importante está acontecendo. O problema começa quando o indivíduo se deixa paralisar pelo medo de sofrer, ou então procura soluções paliativas. O medo é a luz amarela do semáforo dizendo: " Esteja atento!" Porém, existem pessoas para as quais esse sinal parece que nunca vai abrir, pois para elas o amor guarda um perigo imaginário: a dor. A dor de não ser querido. A dor de perder a pessoa amada. O medo da dor afasta a pessoa do amor. Ela vive o amor sem se entregar e então a pedra cai, provocando mais dor. O círculo se completa.
Na montanha do amor, é preciso saber que o medo é apenas um obstáculo, não uma barreira intransponível. E então, olhá-lo de frente e passar por ele com coragem e determinação.
No amor, chegar com a pedra ao topo significa poder compartilhar com o outro todos esses medos, vergonhas, inseguranças e também compartilhar seus planos e alegrias. Significa atingir a suprema virtude da intimidade.
A maioria das pessoas passsou por situações dolorosas na infância. Situações em que, quando criança, não se sentiu amada ou valorizada. Essas pessoas tiveram de aprender a evitar a dor. Ocorre que a memória dessas experiências negativas pode prevalecer e dominar o indivíduo, que passa viver sob a ameaça constante da dor e orienta suas ações com o propósito de se defender dessa possibilidade. Essas ações com o tempo, tornam-se automáticas. Existe uma fato biológico que mantém o ser humano atuando em função do medo: seu cérebro ainda age como o cérebro de um animal, apesar de toda a evolução da sociedade e das condições de vida. Veja por ex. as pessoas brigando no trânsito. Parecem peixes famintos lutando por um pedaço de minhoca. E é por isso que, apesar de vivermos num mundo civilizado, onde o ser humano poderia se realizar mais facilmente, muitas pessoas atuam como se estivessem sendo atacadas e respondem agressivamente, como na lei da selva. A atitude defensiva acontece muito no amor. A única saída é compreender que esses automatismos do cérebro, fazendo-o reagir afastando-se da pessoa amada, como se ela pudesse destruí-lo, podem ser substituídos pela consciência de que a situação de ameaça é passageira e pode ser superada. No adulto, a dor é geralmente uma reação à idéia de que não é amado. Esta hipótese provoca dor mesmo que não seja real. Qualquer situação por mais tola que seja, você pode sentir-se magoado, rejeitado e sentir dor. Assim como a dor,a raiva e a tristeza também podem ocorrer a partir de fatos irreais.
Conflitos amorosos são quase sempre o resultado dessas interpretações errôneas, tentativas de advinhar intenções e muito pouco o resultado do sentimento verdadeiro de estar com o outro. (Roberto Shinyashiki)
Tudo nos leva a um trabalho exaustivo. Substituir pensamentos negativos, pelos positivos, mudar comportamentos através da alteração de consciência, ter uma vigilância completa sobre nossos pensamentos e atos e assim vai, um árduo trabalho para pelo menos podermos conviver melhor com as outras pessoas seja no campo amoroso ou trabalho ou pessoal. Mudar dá trabalho e muito!
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