segunda-feira, 14 de junho de 2010

RENDA-SE AO FATO DE QUE A VIDA NÃO É JUSTA



Uma amiga minha, em uma conversa sobre as injustiças da vida, colocou-me a seguinte questão: "Quem disse que a vida é ou deveria ser justa?". Eu achei essa pergunta interessante. Lembrei-me de uma lição que me ensinaram na juventude: "A vida não é justa". É um truísmo, mas absolutamente verdadeiro. Reconhecer este fato pode ter um efeito iluminador.  Um dos erros que cometemos normalmente é que sentimos pena de nós mesmos, e dos outros, pensando que a vida deveria ser justa, ou que algum dia alguma coisa será. Não é e não será. Quando cometemos este erro, nossa tendência é gastar boa parte do nosso tempo resmungando ou reclamando a respeito do que está errado em nossas vidas.  "Não é justo", dizemos, não percebendo talvez, que nunca pretendeu ser.  Uma das boas coisas de se render ao fato de que a vida não é justa é que tal atitude nos impede de sentir pena de nós mesmos, nos encorajando a fazer o melhor que pudermos com o que efetivamente temos.  Sabemos que não é obrigação da vida fazer tudo perfeito, esta é a nossa tarefa. Ao nos rendermos a este fato, paramos também de sentir pena dos outros, porque nos lembramos que cada pessoa recebe seu quinhão e tem suas próprias forças e desafios.
O fato da vida não ser justa não quer dizer que não devamos fazer tudo que está em nosso poder para melhorar nossas vidas e a do mundo, como um todo. Ao contário, indica precisamente, o que devemos fazer.  A piedade é um sentimento que não melhora nada para ninguém e só serve para as pessoas se sentirem um pouco piores do que estão se sentindo no momento.  Ao reconhecermos que a vida não é justa, passamos a sentir compaixão pelos outros e por nós mesmos. E compaixão é um sentimento que provoca simpatia amorosa em todos os que o experimentam. Da próxima vez que você se pegar refletindo a respeito das injustiças do mundo, tente se lembrar deste fato básico. Você pode se surpreender ao perceber que pode se livrar da autopiedade e partir para a ação efetiva.  (Richard Carlson)

Efetivamente o sentimento de pena por nós mesmos e pelos outros não é um sentimento positivo. Não leva à absolutamente nada. Precisamos aceitar o fato de que a vida não é justa, parece até que os que mais aprontam são os mais protegidos por ela. Enfim, o importante é nos conformarmos com a situação aparentemente desesperadora, mudar os pensamentos padrões que carregamos desde muito cedo e ir em busca do nosso aperfeiçoamento como ser humano, afinal este é o objetivo de estarmos aqui.

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