O intuito deste blog é nos auxiliar a realizar algumas mudanças necessárias para que possamos encontrar dentro de nós a verdadeira felicidade. Estarei trazendo assuntos pertinentes à saúde física e mental, amor, relacionamentos, trabalho, enfim tudo o que diz respeito à vida, à NOSSA VIDA.
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
CONCEDA-SE O DIREITO AO TÉDIO
Para muitos de nós, a vida é tão cheia de estímulos, além das responsabilidades, que é quase impossível sentarmos quietinhos, sem fazer nada, nem mesmo relaxar, nem que seja por alguns minutos. As pessoas não são mais seres humanos. São fazeres humanos.
A primeira vez que fui exposto à idéia de que o tédio ocasional pode ser uma coisa boa, foi quando estava estudando com um terapeuta em uma pequena cidade com pouquíssima coisa "a fazer". Depois do primeiro dia de aula perguntei a meu instrutor: "O que há para se fazer aqui à noite?" Ele me respondeu: "O que eu gostaria que você fizesse era se conceder o tédio. Fazer nada. É parte do seu treinamento."
A princípio pensei que ele estivesse brincando. Mas não. Ele me explicou que se você se concede o direito do tédio, nem que seja por uma hora, ou menos, e não o combate, os sentimentos de tédio são substituídos por sentimento de paz. E depois de algum exercício, você aprende a relaxar.
Para minha surpresa, ele estava absolutamente certo. No início, eu mal conseguia suportar. Estava tão habituado a fazer alguma coisa a cada minuto, que realmente tive de fazer força para relaxar, de "ser" em vez de "fazer", alguns minutos todos os dias. Depois me acostumei e aprendi a gostar.
Não há uma técnica específica além de conscientemente não fazer coisa alguma. Fique quieto, de olhos fechados, percebendo seus pensamentos e sentimentos. A princípio, você pode se sentir um pouco ansioso, mas depois, a cada dia, irá se tornando um pouco mais fácil. A gratificação é enorme.
Muita de nossa ansiedade e luta interior advém de nossas mentes ocupadas, hiperativas, sempre em algo que as entretenha, algo que possa servir de objetivo e sempre se perguntando: "O que acontecerá em seguida?"
Enquanto estamos apreciando o jantar, ficamos curiosos em saber que será a sobremesa. Quando a noite estiver se encerrando, a pergunta será: "O que faremos no próximo fim de semana?"
Quando voltamos de um programa, marchamos para casa e imediatamente ligamos a televisão, abrimos um livro, pegamos o telefone, começamos fazer alguma limpeza, enfim, é como se estivéssemos assustados até mesmo com a idéia de não ter o que fazer, por um segundo sequer.
A beleza que existe em não fazer nada é que ela nos ensina a limpar a mente e relaxar. Permite à nossa mente a liberdade de "não saber" por um breve período de tempo. Tal como seu corpo, a mente também necessita de um descanso ocasional de sua rotina compacta. Quando você permite à sua mente um descanso, ela ressurge mais forte, aguçada, mais pronta a focalizar e criar. (Richard Carlson)
Gosto muito das mensagens desse autor, pois ele coloca o que realmente vivemos no nosso dia a dia. Se refletirmos um pouco sobre isso, todos nós vivemos essa grande carga de pressão, a obrigação de agir e fazer algo a cada segundo de cada santo dia. Que tal ficarmos um tempinho sem fazer nada? Acho que nunca pensamos que alguém pudesse sugerir que nos concedêssemos o dom do tédio! Mas, para tudo existe uma primeira vez!
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