O apego emocional que temos com os cães é enorme. Pesquisadores construiram um questionário contendo frases que indicavam níveis de apego com um cachorro de estimação, como por ex, carregar a fotografia do cachorro, deixá-lo dormir em sua cama, frequentemente falar e interagir com ele, e definí-lo como um membro da família.
Os dados indicaram altos níveis de apego entre os donos e os seus cachorros.
Quase a metade definia seu cachorro como membro da família, 67% carregava uma foto dele em sua carteira, 73% deixava eles dormirem em sua cama e 40% comemorava o aniversário do cachorro.
As mulheres apresentaram um apego mais forte com seus animais do que os homens.
Relatos sobre as reações à perda de um animal de estimação também mostram como é forte o apego desenvolvido. O pesar de perder um animal de estimação pode ser igual ao custo de perder uma pessoa amada. O processo de luto envolve angústia, pensamentos e sentimentos que acompanham o lento processo de se despedir de uma relação estabelecida. Não por acaso há uma vasta literatura falando sobre os benefícios na saúde fisiológica e psicológica que os animais nos proporcionam. Por ex., menor incidência de doenças cardio-vasculares, redução dos níveis de triglicérides, colesterol e pressão sanguínea, melhor recuperação e maior taxa de sobrevivência a infartos do miocárdio, maior bem estar psicológico e aumento do cuidado pessoal e da autoestima.
Além disso, cães treinados são amplamente utilizados na assistência de pessoas com deficiências e idosos. Ou seja, possuir um animal de estimação pode fazer muito bem a seu dono.
Um aspecto interessante é olhar para as características faciais e comportamentais dos cães: face rechonchuda, movimentos desajeitados, testa larga, olhos expressivos.
Há tempos estudiosos do comportamento humano sabem que tendemos a responder de uma forma parental a certas características faciais e corporais encontradas em bebês humanos. Isso quer dizer que sentimos vontade de cuidar e proteger seres que apresentem essas características, que são típicas dos bebês humanos. Por isso somos facilmente atraídos por personagens de desenho animado como o Piu-piu, o Dumbo, o Mickey, gostamos de acariciar brinquedos como ursos de pelúcia e nos atraímos tanto por animais a quem muitas vezes tratamos como bebês, os cachorros por exemplo.
Foi feita uma pesquisa intercultural sobre animais de estimação e se encontrou que os animais servem a uma variedade de papéis além do de "filho". O cachorro parece suprir, em muitos casos, uma necessidade emocional. Ele pode ser uma fonte de segurança, e quando as pessoas se sentem ansiosas, o cão pode ter um efeito calmante.
Assim, a natureza do laço entre humanos e cães contém um forte elemento de segurança, e ele pode substituir a companhia de um outro humano.
Enfim, no âmbito de nossas vidas um amigo de verdade.
Adaptado do original ¨Por que gostamos de cachorros?" publicado na revista "Psique, Ciência & Vida".
Eu tenho uma amor enorme por esta top model.
ResponderExcluirEla mora em meu cãoração, para sempre.....
Bjs
Izil